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- Como a Vivo construiu uma vertical financeira de R$ 400 milhões em cima da sua base de clientes
Como a Vivo construiu uma vertical financeira de mais de R$ 400 milhões com a QI Tech



Quando uma empresa de telecom decide entrar no mercado de crédito, a pergunta não é se ela tem clientes. A Vivo tem mais de 116 milhões de acessos e 85 milhões de usuários no app. A pergunta real é: como transformar essa base em um produto financeiro que funcione de verdade?
A resposta da Vivo foi construir o Vivo Pay e escolher a QI Tech como parceira de infraestrutura para tornar isso possível.
Do empréstimo pessoal a uma vertical completa
O Vivo Pay não nasceu com esse nome. Começou como Vivo Money, um produto de empréstimo pessoal desenvolvido há mais de quatro anos em parceria com a QI Tech. Com o tempo, a Vivo percebeu que tinha em mãos algo maior: um canal de distribuição com escala, dados comportamentais de milhões de clientes e mais de 1.800 lojas físicas espalhadas pelo Brasil.
Esse conjunto de ativos é raro. E ele abre espaço para uma oferta financeira muito mais ampla do que um único produto de crédito.
Hoje, o portfólio do Vivo Pay inclui:
- Empréstimo pessoal;
- Antecipação do saque-aniversário do FGTS;
- Crédito do trabalhador;
- Crediário nas lojas;
- E uma vertical de seguros em expansão.
A receita acumulada até o final de 2025 chegou a mais de R$ 400 milhões, número que consolida o Vivo Pay como uma vertical relevante dentro da empresa.
O papel da QI Tech: infraestrutura que não aparece para o cliente
Cada operação de crédito precisa de uma Cédula de Crédito Bancário (CCB), um instrumento jurídico que formaliza a dívida e permite que o crédito seja cedido a um fundo de investimentos (FIDC). Sem isso, não há como escalar. E fazer isso com a velocidade que uma experiência digital exige é outro desafio.
A QI Tech resolve exatamente essa equação. No fluxo do Crediário Vivo Pay, por exemplo, a Vivo cuida de toda a análise de crédito. No momento da aprovação, a QI Tech emite a CCB em microssegundos, tempo invisível para o usuário que está finalizando uma compra na loja. Em seguida, esse direito creditório é cedido ao FIDC, que no caso do crediário também é administrado e gerido pela própria QI Tech.
É uma cadeia que exige integração precisa entre originação, emissão de instrumentos e gestão de ativos. A QiTech atua nos três elos.
Por que o crediário faz sentido para uma telecom
O crediário é um bom exemplo de como a Vivo usa sua posição competitiva de forma inteligente. Nas lojas, o cartão de crédito era o meio de pagamento dominante, mas nem todo cliente tem limite disponível para comprar um smartphone, especialmente quando quer adicionar acessórios à compra.
O Crediário Vivo Pay entra como alternativa direta: o cliente vê a taxa de juros de forma transparente, define o número de parcelas e sai da loja com os boletos impressos na mão. Para o vendedor, é uma ferramenta que aumenta o ticket médio e desburocratiza o processo. Para a Vivo, é mais uma camada de receita construída sobre uma oportunidade que já existe.
O que esse case revela sobre Embedded Finance
A trajetória do Vivo Pay ilustra um movimento que está se acelerando no mercado: empresas com grande base de clientes e dados de comportamento percebendo que podem oferecer serviços financeiros de forma mais relevante do que muitos bancos tradicionais.
O ingrediente que viabiliza isso não é só tecnologia, é ter um parceiro de infraestrutura financeira que entenda o modelo de negócio do originador e consiga operar nos bastidores com a robustez exigida pelo regulador e a velocidade exigida pelo cliente.
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